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A REVOLUÇÃO DAS PUTAS OU DIÁRIO DE UMA MENINA DE PLANTÃO

Comentário Inicial: Revelar a palavra que estou sentindo agora nesse momento, não traria a paz que gostaria que estivesse sentindo. Meu Deus! Eu quero a paz e um pouco mais de dignidade. Sei lá! Acho que as vezes poderia saber o que é amar. Não sei o que me fez sentir a necessidade de me degradar a este ponto, ou talvez a me suicidar a cada dia. Sou Helena, tenho 26 anos, fumo, as vezes bebo, corro da polícia, viciados, inconvenientes, ladrões que perderam a noite enfim de toda a escória ou de quem tenta fazer parte dela ,pelo menos em uma  noite. Já cheguei a fazer sexo 18 vezes na mesma noite, mais a média é de três vezes por dia. Não estou aqui para fornecer dados estatísticos, nem  fazer um discurso  sociológico, e muito menos ainda um diário particular que ficará escondido em qualquer canto. Quero apenas contar a mais forte e gratificante idéia que coloquei em prática. Por cima da janela  vejo que agora, metade do quarteirão é meu, parece que essa sacada mente, mas o que meus olho…
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BAILARINA

BAILARINA para moimoi




Tens os pés com essa sina Bailarina... Na ponta, no estilo Com sua beleza , eu retiro: Qualquer elogio a outra mulher.
Rodopia e completa De forma discreta Nossa vida no teu giro... Com sua beleza , eu retiro: Qualquer elogio a outra mulher.






Dança comigo Faz o que quer.

Interpreta suas leis Minha doce mulher...
Me refaça, me beija Provoca -me, me deixa tranquilo Nos meus versos eu insiro Meu amor, por ti mulher.


ESTALO

ESTALO
para Moi

Quero ver as estrelas ao teu lado... Calado.
Ver os sons do espaço... Os sonhos que nos espera se voarmos.
Um sono na tua mão.
O que nunca vamos ver ou tocar?


Lá distante, bem distante quero teu olhar!!!

O ANO EM QUE NÃO PECAMOS

Prólogo
Estávamos todos sentados. Um a olhar ao outro, entrecortados  por lembranças fúteis que só se vê em um velório. Era uma tarde fresca e bruta. Estávamos, eu e Júlio, folgados em ternos maiores que nossos números. Fumávamos Belmont. “Para morremos mais rápido”, balbuciava Júlio  sempre ao acender o cigarro. Já haviam se passado  mais de três horas, depois que os corpos chegaram. Era o velório mais longo que já se havia presenciado, a única coisa que nos salvava  a aquele martírio fúnebre, era o café. Uma hora ou outra , ouvia-se um leve som de Vivaldi, tocando alguma estação. Era outono, o melhor mês para se morrer. Todo o cenário já está pronto pronto para receber a doce e velha depressão do inverno, no outono as flores e as folhas migram para nosso coração. Em nenhum momento olhei os mortos, mas ouvia-se comentários de que “estavam lindos”. Se é que pode haver defuntos com alguma beleza a cativar. Estava tenso aquela hora, o café já não me servia e me via a cada instante espre…